Design minimalista: quando menos é mais nas interfaces

O design minimalista não é nenhuma novidade, mas isso não quer dizer que não seja atual. E hoje, em tempos de experiência do usuário como uma prioridade, a simplicidade nas interfaces se torna um objetivo.

Para saber mais sobre como o minimalismo interfere nos negócios e no meio digital, é só continuar a leitura!

Qual o preço da complexidade?

De acordo com um estudo realizado pelo Google em 2012, sites muito complexos deixam uma péssima primeira impressão, uma reação que ocorre em 17 milissegundos. E é possível esperar uma resposta semelhante também em outras plataformas.

Esses dados nos ajudam a confirmar algo que já suspeitávamos:

Experiência do usuário ruim = negócios ruins – Tangent

Tanto que, em 2018, o governo do Reino Unido teve milhões de libras em prejuízo por conta do site de recrutamento para o exército.

Aparentemente, a equipe criadora da plataforma não levou o UX e um design minimalista como prioridade. E assim, de acordo com as Forças Armadas, cerca dos 47% dos aplicantes desistiram voluntariamente do processo, e tudo indica que foi por conta da complexidade do site.

O governo britânico, então, passou longe da meta de novos recrutas e, ainda por cima, não conseguiu economizar as 267 milhões de libras que havia planejado fazer com a nova plataforma.

E mais do que um prejuízo financeiro, esse erro de design e usabilidade ainda prejudicou a imagem das organizações envolvidas.

O que design minimalista e UX tem a ver?

A experiência do usuário (UX – User Experience, em inglês) é uma prioridade para diversas instituições. Este foco ajuda uma organização a se manter mais atual, lucrativa e até mesmo competitiva.

Mas antes mesmo de que a sigla UX fosse tão falada, em 1990, o pesquisador John M. Carroll buscava formas de melhorar a experiência de uso das pessoas com manuais de informação técnica. E a partir deste projeto, ele desenvolveu a teoria do minimalismo na comunicação técnica.

Neste cenário, um design simples, fácil de usar, instintivo e assertivo, faz toda a diferença. Afinal, além de passar uma ótima primeira impressão, ainda facilita a vida dos usuários, eliminando informações irrelevantes, como era sugerido por Carroll.

Já nos anos 2000, o movimento minimalista começou a influenciar também as interfaces visuais. As prioridades neste caso eram o conteúde a arquitetura das informação. E a partir daí, é possível dizer que o minimalismo impactou diretamente a usabilidade e a experiência do usuário.

Minimalismo bem feito cria uma experiência emocional positiva, reduz a sobrecarga de informação e os usuários tendem a responder melhor às interfaces – UX Collective BR

Exemplos

É difícil falar de interfaces minimalistas sem citar o Google. Desde o início, a priorização do conteúdo e a simplicidade da página eram prioridades. E nós podemos acompanhar isso no vídeo abaixo, com as diversas atualizações de interfaces da empresa durante os anos:

E na terça-feira, dia 30 de abril, uma outra grande empresa digital nos mostrou que o design minimalista continua sendo uma forte tendência.

Durante a conferência F8, do Facebook, Mark Zuckerberg apresentou diversas novidades sobre seus negócios.

Os principais tópicos foram privacidade, menos likes e mais conteúdo no Instagram, e o foco nos grupos da maior rede social do mundo.

Para dar base a essa terceira novidade e auxiliar na luta em prol da privacidade do usuário, o Facebook também passou por algumas mudanças de design. Olha só:

O design minimalista é um aliado do UX e ainda uma grande aposta para interfaces digitais. O Facebook percebeu isso em sua nova atualização
TechCrunch
Olha só como o Facebook está fazendo uso de design minimalista em sua nova atualização!
TechCrunch

A atualização traz um visual mais claro e simples. No começo, sabemos que é possível causar um estranhamento, mas tudo indica que as novidades vão melhorar a experiência dos usuários de acordo com as novas propostas da rede.

E se você quer saber mais sobre interfaces, confira os 10 segredos para ter uma interface de sucesso! Lá você confere outros exemplos e ainda confere alguns estudos relevantes na área de UX, como as heurísticas de Jakob Nielsen!

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