O Design Thinking como um catalisador criativo

Falar sobre Design Thinking tem ficado cada vez mais comum no âmbito corporativo e isso tem revolucionado a forma com que olhamos (e pensamos!) os problemas. Temos nos tornado cada vez mais dinâmicos e as maneiras engessadas de resolver conflitos já não nos satisfazem mais.

Nesse ambiente, o Design Thinking se mostra uma ferramenta interessante para a inovação  – e tem nos feito pensar um pouco mais sobre o papel da criatividade dentro das empresas.

Mas o que é Design Thinking? Do que se alimenta, onde vive?

Bom, resumidamente, o termo significa exatamente o que o nome sugere: Pensamento de Designer. E nisso a expressão nada tem de inovadora: Designers sempre foram vistos como (e são treinados para serem) “solucionadores de problemas” e isso não é necessariamente revolucionário.

O desafio nesse caso, está no lugar que o designer ocupa nesse processo. A grande inovação não está exatamente na criatividade, mas em quem é o sujeito criativo que propõe as soluções. O Design Thinking vem para tirar o designer da posição (já cômoda) de criador e transportá-lo para o lugar de mediador. As ideias, então, surgem do trabalho em conjunto do designer com as pessoas que realmente vivem aquele problema, sejam elas quem sejam.

O designer continua um “solucionador de problemas”, mas agora, existem usuários reais interferindo diretamente nessa solução, junto ao designer.

Analisando superficialmente, parece estranho esperar a solução de pessoas inexperientes, muitas vezes nada criativas. Mas não é tão desastroso como parece: na verdade, ninguém sabe melhor sobre o problema do que quem o vivencia.

Por outro lado, o maior desafio desse processo está justamente nas mãos do Designer (ou do facilitador, em geral). Nem todas as pessoas estão preparadas para pensar criticamente uma situação cotidiana. A maioria dos profissionais de outras áreas nem mesmo possuem um desenvolvimento criativo.

Esse é um processo que é menos natural do que deveria ser: se pensarmos, evolutivamente nós somos verdadeiros solucionadores de problemas. Nunca teríamos chegado à complexidade social que chegamos, não fosse nossa capacidade evolutiva de analisar criticamente nosso ambiente e modificá-lo pra melhor. Mas de alguma forma, isso tem se perdido. E o Design Thinking propõe um resgate dessa habilidade.

Tirar o usuário de seu lugar comum e colocá-lo ativamente num processo de criação demanda muito da equipe. É um trabalho difícil, que exige muito da criatividade do mediador também. Depois, resta ainda o trabalho de absorver as ideias que os usuários produziram de forma orgânica para estruturar uma solução real que acolha essas ideias.

Não é fácil, mas recompensa. Não apenas porque as soluções conseguem chegar mais perto dos usuários, porque é pensado por eles, mas também porque torna o processo criativo mais próximo, tira os projetos do altar, desmistifica as soluções que muitas vezes já vem prontas. Envolver o usuário no processo criativo traz a sensação de pertencimento para os colaboradores e isso é engrandecedor – para o projeto e para os profissionais.

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