Sinestesia – Por que criar experiências sensoriais em interfaces?

Diariamente nos deparamos com marcas que oferecem experiências que afetam diretamente os nossos sentidos e podem ser fatores decisivos na hora de efetuar uma compra. Cores, sabores, sons e cheiros podem criar ambientes incríveis e proporcionar sensações fantásticas.

Usando o Marketing Sensorial, o restaurante inglês The Fat Duck mesclou dois sentidos: paladar e audição. O prato chamado “Sons do Mar” é servido ao lado de um iPod, e é possível degustar o peixe ouvindo as ondas do mar, transmitindo a sensação de estar na praia.

Outro exemplo é o case do laboratório Hermes Pardini que transformou a experiência da vacinação infantil utilizando realidade virtual. As crianças recebem óculos de realidade virtual e enquanto assistem um vídeo a vacina acontece, misturando o real e o lúdico.

Empresas e marcas estão investindo em conceitos exclusivos para representar a marca e conquistar seus clientes. Um exemplo disso é usar sinestesia em ações e produtos.
A sinestesia pode ser vista como uma confusão de sentidos, mas é uma condição neurológica que faz com que o cérebro interprete vários sinais recebidos pelo sistema sensorial, fazendo com que vários sentidos sejam percebidos de uma só vez.

Cada vez mais telas concorrem em busca da atenção das pessoas. Rotina, falta de tempo e costumes também podem dificultar esse processo, por isso, é preciso encontrar maneiras de conquistar a atenção do usuário utilizando estratégias sensoriais.

Para traduzir isso para o nosso mundo e associar à tecnologia é necessário voltar no tempo e perceber que a experiência do usuário, limitava-se a apenas uma interface de interação simples e sem recursos visuais elaborados, mas que com a evolução tecnológica, a possibilidade de criar uma realidade virtual se tornou concreta.

A mistura de sentidos, ajuda a criar uma vivência experimental e palpável, criando um ambiente virtual que não concorre com a atenção de outras mídias ou telas.

Para criar uma interface sinestésica é preciso criar representações cada vez mais fiéis aos sentidos humanos. O tato, a fala, visão e audição devem ser explorados de variadas formas e de maneiras cada vez mais aperfeiçoadas.

Humanizar as interfaces e os serviços oferecidos pelo seu produto faz com que o usuário se sinta parte do processo e pode até facilitar o processo de conversão de vendas, se esse for o caso.

Inovação conta muito! É através de recursos inovadores que o usuário encontra o estímulo e motivação para utilizar a plataforma ou app. Além disso, trazer novidades para a interface faz com que o app não caia no desuso rapidamente.

Criar interfaces incríveis usando gráficos, cores e sons, para mobile, por exemplo, faz com que o usuário sinta na palma da mão tudo o que o app quer transmitir e torna a experiência muito mais completa e satisfatória.

Ficou curioso sobre as sensações causadas por sinestesia? Cientistas mostraram que é possível transformar letras em cores criando códigos de leitura. O experimento virou o Synesthetize, extensão para o Google Chrome que pode ser configurada de acordo com a preferência do usuário, levando em conta sentimentos e experiências pessoais para criar efeitos fiéis. Teste aqui!

Prefere mobile? O app Roy G Biv, disponível para iOS e Android transforma cores em sons!

 

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