Smart Cities: inovação e urbanização

Desde 2016, metade da população mundial já vive em cidades. E tudo indica que até 2050, 70% da população mundial estará vivendo em áreas urbanas. Essa projeção é alarmante, principalmente considerando os desafios urbanos que já temos.  Mas há esperança! Estamos falando das smart cities, uma promessa para as próximas décadas.

Algumas tendências tecnológicas pretendem deixar as cidades cada vez mais inteligentes e é justamente sobre elas que vamos conversar aqui. Mas antes, precisamos entender o que está levando as pessoas a migrarem para os centros urbanos.

Os porquês da urbanização

De acordo com o relatório “Futuro das Cidades” da Quantumrun, agência especializada em pesquisa de tendências, acesso e conexão são os dois principais fatores que potencializam o processo de urbanização.

O acesso a educação, saúde, transporte, lazer e trabalho é limitado nas áreas rurais. Logo, muitas pessoas acabam migrando para cidades em busca desses serviços e oportunidades.

Além da migração da população rural, um outro fenômeno auxilia no processo de urbanização. Millenials (nascidos de 1980 a 2000) e Centennials (nascidos a partir de 2000) já urbanizados tendem a migrar para outras cidades, muitas vezes maiores ou mais organizadas.

O que motiva esse movimento é justamente o desejo de conexão: indivíduos com habilidades e sonhos específicos querem viver em lugares coerentes com seus desejos e com pessoas que compartilham seus interesses.

Mas, independente se a migração vem do campo ou de outras cidades, os centros urbanos precisam estar preparados para se desenvolverem junto com a população. E é aí que entra o conceito de cidades inteligentes!

As Smart Cities

Cidades inteligentes são aquelas que fazem uso de tecnologia para aprimorar a organização urbana e facilitar a vida de seus cidadãos. Cidades como Barcelona, Amsterdam, Londres, Nova York, Singapura e Curitiba, por exemplo, já são exemplos de municípios com o título de smart cities. Esse conceito já está em prática há alguns anos, mas a tendência é que ganhe ainda mais destaque nas próximas décadas.

A união dos poderes públicos com startups e empresas de tecnologia é muito relevante para que mais cidades continuem evoluindo. Nesse contexto, que tal ficarmos de olho nas tendências tecnológicas importantes para esse processo?

As smart cities são tendência para os próximos anos. Elas prometem solucionar os problemas urbanos e melhorar a organização urbana. Saiba mais aqui!

Infraestrutura da Internet

Para quem vive nos centros urbanos  e em nações desenvolvidas, a internet parece ser universal. Porém, isto está longe de ser realidade. Somos 7,4 bilhões de pessoas no planeta, e 4,4 bilhões de nós nunca teve acesso a internet.

Isso se deve ao fato de que nas áreas rurais o acesso a energia elétrica ou a rede ainda é limitado. Porém, com o crescimento dos centros urbanos, a tendência é que cada vez mais pessoas tenham acesso à internet. Ainda mais porque as smart cities já estão investindo em ações que possibilitam a conexão de seus cidadãos. Muitas delas oferecem Wi-Fi gratuito em espaços públicos ou estão lançando suas próprias redes de internet.

Iniciativas que investem na Infraestrutura da Internet fazem com que as ofertas de rede no local fiquem mais competitivas e também estimulam o setor tecnológico da cidade. Além disso, elas possibilitam que outras tecnologias indisponíveis para uma cidade inteligente possam emergir.

Internet de Todas as Coisas

Com maior infraestrutura, é possível incluir mais pessoas e até mesmo coisas na rede. Já falamos sobre a Internet de Todas as Coisas (Internet of Everything – IoE) por aqui: são tecnologias que pretendem conectar objetos e processos a rede. Não só seu celular, mas também seus eletrodomésticos, sua casa, suas rotas… Tudo vai estar ligado a internet.

Essa ideia ainda não está 100% em prática, mas é uma tendência para um futuro próximo. Em breve, vamos nos deparar com sistemas de transporte, de segurança, econômicos, de turismo e de lazer, todos integrados.

A integração através da IoE promete tornar a vida dos cidadãos e visitantes das smart cities mais prática e as experiências cotidianas mais personalizadas. Isso  porque a Internet de Todas as Coisas vai possibilitar uma maior coleta de dados dos usuários.

Big Data

Nós sabemos que a coleta de dados já é uma preocupação crescente entre as pessoas. Porém, também é algo que feito com segurança e transparência, possibilita uma melhor experiência de usuário. E isso não serve apenas para as redes sociais. Nas cidades inteligentes, os dados dos cidadãos fazem toda a diferença!

O Big Data diz respeito a grandes quantidades de informações coletadas enquanto usuários usam seus dispositivos. Com a expansão da infraestrutura da internet e da IoE nas cidades, o volume de dados colhidos vai ser maior do que nunca antes.

Com essa quantidade imensa de dados e os avanços tecnológicos, as empresas e o governo vão compreender os padrões dos cidadãos-usuários. Entendendo esses padrões, fica mais fácil criar novos sistemas, melhorar aqueles que já existem e também prever tendências. Tudo isso reflete num melhor funcionamento das cidades inteligentes.

Lugar de inovação

Já deu para perceber que as cidades vão continuar como o principal cenário de inovação, não é mesmo? E as empresas que acompanharem as tendências de urbanização com certeza sairão por cima. Mas não basta investir nas cidades, é preciso encontrar soluções inovativas, digitais e, claro, inteligentes!

Fique de olho aqui no blog para saber de mais tendências e ficar por dentro de como a Inovação Digital Ágil pode transformar o seu negócio e também o nosso dia a dia. Ah, e não se esqueça de comentar sobre suas experiências com as smart cities. Conhece alguma? Quais soluções interessantes encontrou por lá? Compartilhe com a gente! 🙂

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