5 tendências tecnológicas que encontramos no SXSW 2019

De 08 a 17 de março, aconteceu em Austin (Texas), o South by Southwest, também conhecido como SXSW. Durante a primeira semana do evento, o foco foi na conferência de inovação, que apresentou diversas tendências tecnológicas. Marcamos presença por lá e estamos cheios de novidades para contar. Confira!

South by Southwest: o que é?

Criado no Texas em 1987, o SXSW é um evento anual que mescla festivais e conferências a fim de celebrar a convergência das indústrias da inovação, do cinema e da música. Grandes nomes das três áreas já passaram por lá, assim como empresas importantes de todo o mundo.

“O SXSW prova que as descobertas mais inesperadas acontecem quando tópicos e pessoas diversas se reúnem” – sxsw.com

E em 2019 não poderia ser diferente! Ficamos de olho nas exposições do evento e com o bloco de notas à postos nas melhores palestras. Tudo para compartilhar com você as principais tendências tecnológicas!

Tendências tecnológicas: o que encontramos em Austin?

Quando se trata das tecnologias do futuro, há muitas oportunidades e também especulações. E em eventos como o SXSW, somos capazes de ver de perto e até mesmo experimentar algumas das novidades!

Muitas delas serão tendências num futuro não muito distante. A automação doméstica, por exemplo, já está quase aqui, assim como os scanners biométricos. Para saber mais sobre essas e outras tendências, é só continuar a leitura!

1. Celulares em baixa, wearables em alta

A previsão de que os wearables vão substituir os celulares não é de hoje. E pelo que vimos no SXSW e em relatórios de organizações especializadas, como a Quantumrun e o Future Today Institute, ela está se concretizando.

A Internet de Todas as Coisas é o principal conceito que viabiliza a expansão dos wearables. Com isso em mente, as empresas que apostam na criação desses dispositivos também estão investindo em:

  • Baterias mais duráveis, para que eles possam funcionar durante vários dias com uma única carga;
  • Conexão independente e interação não somente com a internet, mas com o mundo ao redor;
  • Ferramentas que ofereçam informações variadas e relevantes, capazes de facilitar e melhorar a vida dos usuários. Isso sem a dependência de um celular ou computador para configurações e análises;
  • Maior versatilidade em relação a moda, uma vez que os wearables, como o próprio nome diz, é feito para ser vestido e não carregado no bolso.

Tudo isso é bem legal, não é? Mas se esses dispositivos estão chegando para ficar, porque estamos vendo notícias de celulares com telas flexíveis ou com telas duplas, por exemplo?

Bom, apesar dos novos designs, as funcionalidades dos aparelhos não estão se desenvolvendo em um nível significativo o suficiente. Além disso, o número de vendas dos smartphones está caindo e a própria Apple deixou de divulgar suas métricas, o que só reforça a ideia de declínio.

A previsão é de que até 2025, a tecnologia por trás dos wearables será mais barata, mais eficiente e mais versátil. Sem a necessidade de um outro dispositivo para gerenciá-los, na próxima década já vamos trocar os smartphones por vestíveis comandados através de voz, toque e gestos.

2. Scanners biométricos mais presentes

Biometria é o estudo estatístico das características físicas ou comportamentais dos seres humanos. Ela inclui digitais, estrutura óssea, olhos e até as emoções. Nós já usamos o polegar para acessar a conta do banco, desbloquear o celular e bater ponto no trabalho, mas tudo indica que essa tecnologia está evoluindo para além dos dedos.

A japonesa NEC é uma das pioneiras das tendências tecnológicas que envolvem a biometria. No SXSW, ela apresentou “CODE“, uma exibição que converteu informações das íris dos participantes em um padrão gráfico único. E na “vida real”, a empresa está preparando um sistema de segurança para as Olimpíadas de 2020. Com múltiplos scanners 3D, eles pretendem agilizar a checagem facial das pessoas envolvidas no megaevento.

Porém, isso não é tudo que a junção de bio e tech é capaz de fazer. Como dissemos, essa área de estudo também envolve o comportamento humano. Muitas empresas vem investindo em tecnologias capazes de prever as reações de pessoas on offline.

Uma das metas é prever os desejos e necessidades dos indivíduos através de scanners corporais, de personalidade e de emoção. Através desses sistemas e com análises de interações, é possível reconhecer o estado físico e emocional de usuários.

No SXSW, Amy Webb, futurologista da NYU, falou do Real-time Emotion Adaptive Driving System, resultado de uma parceria entre MIT e Kia. Ele é capaz de identificar o estado de espírito do motorista e passageiros de um carro por suas expressões, batimentos cardíacos e temperaturas corporais.

A ideia não é só melhorar a segurança no trânsito, mas também a experiência de usuário. Se você está triste, sua música favorita começa a tocar para te animar, e se você está gripado, a temperatura do automóvel sobe um pouco. Já imaginou como vai ser viajar em um carro assim?

3. Ainda mais reconhecimento e inteligência

Não é só para segurança de megaeventos e no trânsito que a biometria é usada. Essa tecnologia também pode ser implementada nas mais diversas interfaces do nosso dia a dia.

Quem nunca testou Olá Google ou chamou a Siri só pelo prazer de testar uma tecnologia relativamente recente? Pois é, também carregamos essa culpa por aqui e estamos muito animados com as novidades envolvendo tecnologias de reconhecimento, não só a de voz.

As Assistentes Digitais (DAs), além de escutarem seus usuários, são programadas para observá-los e aprender tudo sobre suas rotinas a fim de antecipar seus pedidos. É por isso que Amazon, Facebook, Google e universidades como a do Texas, MIT e Stanford estão trabalhando para que nossos dispositivos sejam capazes de registrar e aprender cada vez mais sobre os lugares que vamos, nossos hábitos, as pessoas com quem interagimos, nossas preferências e muito mais!

A tendência é que essa assistência se torne onipresente, ou seja, que nos acompanhe por onde formos. Diversos dispositivos vão se conectar com as plataformas das DAs. Assim, seremos capazes de fazer solicitações enquanto dirigimos, nos exercitamos ou no meio de uma reunião de trabalho. Ah, essa conexão não vai ser apenas através de celulares ou wearables, que já citamos ali em cima, mas também com os móveis e eletrodomésticos de casa.

4.  Casa tech

Como antecipamos na pauta sobre Smart Cities, a Internet de Todas as Coisas, a migração do campo para a cidade e a popularização da internet vão contribuir para que os centros urbanos se tornem cada vez mais avançadas digitalmente. Logo, as casas também seguem as tendências tecnológicas.

Nos EUA, 40% das moradias terão smart speakers, dispositivos de assistência por voz e alto-falantes, até o fim de 2019. Integradas às Assistentes Digitais e aos eletrodomésticos, essa tecnologia de voz vai permitir maior praticidade e agilidade ao lidar com as demandas domésticas do cotidiano e uma chance de dizer adeus aos controles remotos.

Um exemplo que foi apresentado há pouco tempo e relembrado por Amy Webb é o novo microondas da Amazon. O forno é controlado por voz através da Alexa, a DA da empresa. Em breve o eletrodoméstico e a assistente serão capazes de rastrear o que você anda esquentando. A ideia é que, caso você seja um cliente Prime, essa análise te ajude a manter a despensa sempre cheia.

Além das DAs, a tecnologia biométrica também será integrada aos lares do futuro. A Amazon não está perdendo tempo e investiu em cadeados com sistemas de reconhecimento facial. O recurso permite identificar moradores e facilitar a entrada. E caso pessoas suspeitas estejam rondando, o próprio serviço entra em contato com a polícia.

Mas a principal tendência é a comunicação entre os eletrodomésticos. O Google, em parceria com diversas empresas de linha branca, está se dedicando na criação de dispositivos que deixem as cozinhas mais conectadas. A esperança é de que já no próximo ano, seu detector de fumaça possa avisar ao seu forno que está na hora de desligar quando você esquecer a lasanha assando lá dentro. Prático e seguro, né?

5. Manipulação e reconhecimento genético para além da ficção científica

A biologia é protagonista de mais uma das tendências tecnológicas que encontramos no SXSW: a edição de genoma.

Um tópico polêmico e ainda limitado por diversas questões éticas e legais, as tecnologias de sequenciamento de DNA estão se tornando mais acessíveis e os avanços recentes podem ser um grande marco na história da humanidade.

Esses estudos estão sendo utilizados no desenvolvimento de dispositivos como nanorobôs enfermeiros, que usam informações genéticas dos pacientes para tratar distúrbios de dentro para fora no corpo.

Enquanto isso, a Universidade da Califórnia está focando em nanotecnologia aliada às ciências naturais. A pretensão dos pesquisadores é de criar células artificiais capazes de enviar e receber proteínas como as células naturais. Em breve essa tecnologia poderá ser utilizada em técnicas medicinais estudadas por profissionais da biologia sintética e salvar muitas vidas.

Está tudo conectado

Estamos cada vez mais próximos dos filmes futuristas de décadas atrás. E eventos como o SXSW nos ajudam a enxergar as possibilidades com muita animação e perceber como tudo está interligado. Um avanço puxa o outro e assim vamos evoluindo, encontrando soluções e deixando a vida mais prática.

E se você curtiu esse post e quer saber mais sobre nossa visita ao SXSW, é só conferir os destaques do nosso Instagram! E não deixe de contar para a gente: o que achou das tendências tecnológicas que vimos em Austin? É só comentar!

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